Lá vem textão, mas vamos tentar resumir o que está sendo colocado no acordo de 21 páginas que encerra a COP28.
Spoiler: o petróleo ganhou fôlego. Bom… foi surpresa?
Sim, diminuiu o fervor sobre Combustíveis Fósseis e Financiamento Climático. António Guterres, da ONU, tava batendo na tecla de “Eliminar Progressivamente os Combustíveis Fósseis,” mas mudaram para “Redução do Consumo e Produção de Combustíveis Fósseis”.
#alguémajuda
O que incluíram:
- Triplicar a Energia Renovável até 2030 (EUA e China dando um high five);
- Diminuir o uso do carvão;
- Investir em tecnologias zero e baixas emissões;
- Financiamento climático (mas daquele jeito… Se fosse para um míssil!);
- Metas de adaptação, mas com grana insuficiente.
O que ficou de fora:
- Eliminação progressiva dos combustíveis fósseis;
- Nada de falar sobre “petróleo” e “gás natural”;
- Esqueceram das “obrigações mais duras” para os países ricos.
Brasil mandou a real.
A Ministra Marina Silva, do Brasil, não curtiu as versões antes do texto final. Reforçou que faltou clareza sobre o aquecimento global a 1,5 °C, especialmente na questão de energia. Marina representando!
No geral:
- COP28 até avançou em alguns pontos, como triplicar a Energia Renovável, mas tem uns países ricos resistindo a liberar a grana para adaptação e mudança de fontes nos países mais pobres.
- Alguns estão resistindo à transição para Energias Renováveis. O problema não é a incorporação de fontes limpas, mas aceitar que os fósseis tenham seus dias contados. Pelo menos, a primeira menção a isso ocorreu, ainda que tímida, em quase 30 anos de conferências globais!
- 2050 para Emissão Zero parece longe demais, e eventos climáticos extremos estão acontecendo a toda hora. Complexo, na verdade, beeem complexo!
O texto final foi considerado histórico por mencionar pela primeira vez a necessidade de se afastar dos combustíveis fósseis, mas ainda entrar nos detalhes da ambição ou dos processos. Essa discussão sobre os meios de implementação e financiamento ficará para a COP de 2024. O que vem sendo mais enfatizado é a necessidade de triplicar as energias renováveis, melhorar a eficiência energética e estimular mais tecnologias de baixo carbono. Mas seguindo o princípio de Responsabilidades Comuns, porém Diferenciadas, ou seja, os ricos têm um papel a cumprir (e de investir) muito maior do que os pobres.
Por enquanto, os avanços ainda não são suficientes para que o mundo consiga limitar o aquecimento em 1,5°C, mas esperamos que eles possam estimular mais tecnologias e negócios verdes no Brasil, como afirmou a secretária de Mudança do Clima, Ana Toni, antes que seja tarde demais. 🤞🌍 #COP28


